A operação do BOPE, desencadeada ao início da madrugada desta quinta-feira, insere-se na política de capturar ou abater posteriormente traficantes que fogem de favelas invadidas e ocupadas pela polícia.
Numa estratégia muito polémica, o governo do Rio, como fez no caso da Mangueira, avisa antecipadamente que vai invadir para permitir a saída pacífica dos criminosos e, essa é a justificativa oficial, evitar confrontos armados que poderiam atingir pessoas inocentes.
Não foram divulgados detalhes da operação nem se os mortos foram abatidos em confronto aberto ou em outras circunstâncias. O primeiro corpo, levado pelos próprios homens do BOPE, chegou ao Hospital Salgado Filho pouco depois das 04 e 20 da madrugada, hora local, 08 e 20 em Lisboa. Depois, até ao início da manhã, outros chegaram àquele estabelecimento hospitalar.
A Mangueira, que era um dos grandes bastiões do tráfico de droga no Rio de Janeiro, foi invadida e ocupada domingo por 750 homens da polícia e das Forças Armadas, apoiados por tanques da Marinha e helicópteros blindados.
Na favela vai ser criada mais uma UPP, Unidade de Polícia Pacificadora, na qual a polícia fica em permanência, dia e noite, e interage com a população no dia a dia.
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