"Lutámos e vencemos uma difícil batalha", declarou Papandreou, citado num comunicado, na abertura do Conselho de ministros. O chefe do governo grego comentou desta forma a aprovação parlamentar, na quarta-feira e hoje, do plano de austeridade que será aplicado nos próximos quatro anos, em troca de um novo empréstimo internacional.
Uma maioria de 155 deputados dos 296 presentes votou favoravelmente a lei de aplicação do plano adoptado na quarta-feira, que propõe economizar 28,4 mil milhões de euros em quatro anos e obter 50 mil milhões de euros com privatizações até 2015.
A adopção deste segundo texto, em votação de urgência, abre caminho à continuação do apoio financeiro da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Atenas, afastando pelo menos temporariamente a hipótese de uma falha no pagamento da dívida pela Grécia.
Na mesma nota, o primeiro-ministro grego referiu ainda que as duas votações favoráveis alcançadas apesar da forte oposição popular vão permitir ao país "dar um passo crucial neste difícil caminho", recordando, no entanto, que a Grécia ainda vai enfrentar "batalhas cruciais e muito difíceis para superar a crise e mudar o país".
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