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Desporto - 02/01/2008

Alex Fergunson diz que nunca viu ninguém melhor

Para Jaime Magalhães, um antigo especialista em bolas paradas, o segredo está “no efeito de ziguezague” que deixa qualquer guardião grogue. “A forma c


Um livre de sonho

Os livres directos não têm segredos para Cristiano Ronaldo. Em 2007/08 já conseguiu golos através de remates com o lado interior do pé direito, por cima ou por baixo (!) da barreira, mas ainda ninguém tinha visto um como aquele que marcou na quarta-feira ao Portsmouth.
Um tiro com o lado exterior do pé direito, aplicando um efeito incrível à bola, que subiu sobre a barreira a 100 à hora e pareceu descer a 200, entrando com uma precisão espantosa no ângulo superior direito da baliza.
Um foguete idêntico ao que marcou em Março do ano passado, num jogo particular contra uma Selecção da Europa, mas ainda mais bem executado.
“O índice concretizador de Beckham era muito bom. Cantona também costumava marcar, mas o Ronaldo é fenomenal. Este foi o melhor livre que vi na Primeira Liga... Àquela distância nenhum guarda-redes do mundo defendia! É um regalo ver o rapaz nos treinos. É fabuloso!”, afirmou Alex Ferguson, treinador do Manchester United.
O extremo-direito luso respondeu com humildade.
“Não sei se é o meu melhor livre. Talvez seja. Este é o meu estilo e sinto-me muito bem a rematar assim. Mas nem sempre dá golo”, afirmou o craque no final do jogo.
Efeitos à Geraldão
Jaime Magalhães era o extremo-direito do FC Porto campeão europeu e também finalizava namarcação de livres. “A forma como ele executa aquele gesto é um dom que Deus lhe deu. A bola sobe e desce ao mesmo tempo. Faz um zig, depois o zag para o outro lado, e quando o guarda-redes dá conta já foi”, descreve o ex jogador
dos dragões.
O FC Porto também teve um célebre especialista que aplicava um efeito parecido.
“O Geraldão chutava com muita força e a bola ganhava um efeito semelhante”, referiu.
Ronaldo beneficia ainda da vantagem tecnológica do futebol no século XXI.
“As bolas e as botas são diferentes das do meu tempo. As bolas são mais leves e mudam a trajectória de um momento para o outro. Outros factores, como o vento, também podem influenciar, mas o que conta mesmo é o que está dentro da bota”, afirmou, em conclusão.
Edição: 3506 Versão Impressa



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