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Especial - 11/18/2008

droga pagava viagens e bilhetes dos no name

O dinheiro que o núcleo duro da claque benfiquista No Name Boys arrecadava com os negócios da droga servia para pagar bilhetes e viagens para acompanhar os jogos do clube



O dinheiro que o núcleo duro da claque benfiquista No Name Boys arrecadava com os negócios da droga servia para pagar bilhetes e viagens para acompanhar os jogos do clube, avançou ontem a PSP.  Por não estar legalizado, o grupo de adeptos encarnados não recebia qualquer meio de subsistência do clube.  Então, diz a PSP, tinha de o ir buscar a algum lado.  A investigação de um ano, e a operação que decorreu no fim-desemana, revelaram a fonte deste financiamento.  Em 48 buscas domiciliárias, e duas à “casinha” dos No Name e a uma garagem, a PSP apreendeu 11,5 quilos de haxixe (já cortado e em bolotas), 115 gramas de cocaína, 70 de ecstasy e 187 de liamba.  Entre as apreensões há material pirotécnico, como tochas, e armas para todos os gostos: três bestas, um revólver .22 e uma pistola 7.65mm – com os números rasurados, para dificultar o trabalho policial.  No grupo das armas há uma artesanal, mas letal, nove réplicas – que não magoam mas assustam – quatro eléctricas e soqueiras.  Está ainda na lista da PSP sprays gás-pimenta, que pela dimensão entram nos estádios.  Nas buscas, foram ainda apreendidos mais de 15 mil euros e detidos 30 suspeitos: 14 foram libertados, três interrogados no DIAP e os restantes estavam ontem presentes a um juiz para aplicação de medidas de coacção mais apertadas.  Seria com as armas apreendidas que os adeptos, segundo a PSP, intimidavam as vítimas.  “Não eram actos isolados.  

 

Chegavam a fazer vigilâncias e a perseguir adeptos de outros clubes, para escolherem o melhor momento de ataque”, disse fonte policial. Todos eles são suspeitos de associação criminosa, posse de armas, tráfico de droga e vários “crimes violentos”, como roubo, incêndio e explosões contra adeptos de outros clubes.  Intimidação no tribunal Fonte ligada aos polícias que acompanham de perto as claques dizem que eles não se legalizam porque não querem ser identificados.  “É uma birra, mas nós sabemos quem eles são”.  De cara tapada, dezenas de adeptos estiveram ontem à porta do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.  A gritar “Benfica até à morte” tentaram impedir o trabalho dos repórteres de imagem.  Eram 14h00 quando um adepto terá puxado o cabo da câmara do repórter de imagem da RTP – que ao tentar proteger a camara torceu o braço.  A máquina foi parar à cabeça de um polícia, que acabou por receber assistência hospitalar.  A PSP foi obrigada a reforçar o policiamento.  Apesar do ambiente intimidatório, ninguém apresentou queixa contra os adeptos – que apareceram sem material do Benfica.

Edição: 3541 Versão Impressa



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