O ourives de Gondomar, sogro de Fernando Couto e vítima de assalto à mão armada, morreu por asfixia, revelou a autópsia ontem realizada no Instituto Nacional de Medicina Legal do Porto. Francisco Barbosa Oliveira foi amarrado e foilhe colocada uma fita adesiva na boca, o que o impediu de respirar e o levou à morte, apurou o 24horas junto de fontes ligadas às investigações. Os peritos médico-legais ainda aguardam por exames complementares, mas os dados da autópsia, embora tenham sido oficialmente apresentados como “inclusivos”, ajudaram a brigada responsável pelo caso a esclarecer algumas circunstâncias da morte do pai da mulher de Fernando Couto.
O homicídio ocorreu a meio da noite de sexta-feira para sábado, de acordo com os resultados preliminares da autópsia. “Do ponto de vista da PJ, tais dados recolhidos na autópsia são suficientes para continuar com a investigação no mesmo rumo”, referiu ao 24horas fonte da PJ/Norte.
As conclusões da autópsia confirmam esta tese da Polícia Judiciária, defendida pelo inspector de prevenção da Brigada de Homicídios que no sábado à tarde deslocou-se ao local do crime, a casa do ourives, no entro de Valbom, em Gondomar. A Brigada de Homicídios está a trabalhar neste crime com a Secção Regional de Combate ao Banditismo. O homicídio insere-se numa série de roubos a vários ourives ocorridos na zona de Gondomar, e que terão sido cometidos pelo gangue do Valbom, que continua operacional, mesmo depois de ter sido parcialmente desmantelado pela PJ (ver texto ao lado). As circunstâncias do crime continuam por esclarecer. Para os vizinhos, Francisco Barbosa Oliveira, de 79 anos, que vivia sozinho desde que se separou da mulher, terá sido surpreendido a partir das traseiras da casa, através de um muro que dá acesso à casa.
O único obstáculo seria o cão do vizinho, que era alimentado diariamente pelo próprio ourives. Mas o cão foi envenenado na semana passada e deixou de constituir um obstáculo. As malas com amostras de ouro e peças valiosas foram roubadas, só que ninguém sabe ao certo o valor do assalto. Francisco Oliveira não revelava aquilo que tinha e trabalhava sempre sozinho. A PJ continua a investigar o crime.