Cerca de 200 trabalhadores lançaram petardos e insultaram o primeiro-ministro. "Sócrates, escuta, és um filho da p..." e "Sócrates não cumpriu, vai para a p... que o pariu" e "fascista" foram alguns dos insultos proferidos, segundo fonte da PSP. Alguns dos trabalhadores, alegadamente de diversos portos, fizeram ainda rebentar alguns petardos.
Ao 24horas, a porta-voz do Comando Metropolitano de LisboadaPSP, subcomissáriaCarla Duarte, revelou que a posse de petardos e as injúrias ao primeiro- ministro configuram crimes. No entanto, até ao final da tarde nenhum dos envolvidos tinha sido identificado pelas autoridades.
A PSP revelou ainda que entre os estivadores estavam elementos de claques. No local estiveramumaEquipa de Intervenção Rápida, agentes da esquadra da zona e uma equipa da Unidade Regional de Informação Desportiva. Às 18h20 a manifestação terminou de forma pacífica.
O presidente da Assembleia Geral do Sindicato dos Estivadores, António Mariano, disse à Lusa que o comportamento no protesto se deveu à revolta. "Os estivadores têm má fama e não vínhamos para aqui melhorar a imagem", disse, garantindo que as palavras de ordem não foram ensaiadas. A Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários acusa o Governo de aprovar a proposta "sem qualquer tipo de discussão formal com as associações sindicais" e que pretende fazer "uma liberalização encapotada" do sector.
A secretária de Estado dos Transportes afirmou que a nova lei dos portos "vai criaruma nova actividade económica" e que "as plataformas logísticas são zonas que funcionarão à margem dosportos", sempôrememcausa os trabalhadores portuários. Ana Paula Vitorino lembrou que "foram constituídas duas comissões ministeriais" e "que as reuniões decorreram muito bem". "Inexplicavelmente, não houve abertura desse sindicato", sublinhou. Sócrates fala em boa educação José Sócrates, confrontado ao fim do dia com a manifestação de estivadores, disse que não tem o dever de educar ninguém. "Não é dever de um político dar lições de boa educação", sustentou.