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Portugal - 07/22/2010

Centrais sindicais defendem políticas que promovam o crescimento

As duas centrais sindicais defenderam ontem a necessidade de políticas que promovam o crescimento económico e o emprego porque consideram que só assim baixará o desemprego

As duas centrais sindicais defenderam ontem a necessidade de políticas que promovam o crescimento económico e o emprego porque consideram que só assim baixará o desemprego. "A UGT defende políticas económicas que possibilitem a criação de mais emprego, num contexto de baixo crescimento económico, não há garantia de criação de emprego nem de redução do desemprego", disse à agência Lusa a dirigente da UGT Paula Bernardo.

A CGTP exigiu, em comunicado, "uma política que privilegie o crescimento económico, a dinamização da produção nacional e o aumento do poder de compra dos trabalhadores e pensionistas, como elementos centrais para a criação de emprego com direitos, de incremento da procura interna e de superação dos défices". Para a Intersindical os dados do IEFP "confirmam um agravamento do desemprego registado nos Centros de Emprego que, em relação ao mesmo mês do ano passado, subiu 12,7 por cento".

"O decréscimo mensal no número de inscritos em 1,6 por cento tem por base efeitos de sazonalidade, como aliás é referido em alguns relatórios mensais do IEFP do mês de Junho e não é um facto novo, uma vez que desde 2005 se verifica uma descida mensal (com excepção de 2009), considera a central sindical. A UGT também justifica o decréscimo mensal do número de desempregados inscritos com o trabalho sazonal, nomeadamente no turismo, agricultura e construção.

"Isto é um sinal positivo, mas é muito cedo para tirar ilações quanto a uma possível inversão do desemprego", disse Paula Bernardo, salientando que, em termos homólogos, o desemprego continua a subir. A sindicalista defendeu a necessidade de mais medidas para a reintegração dos desempregados no mercado de trabalho, "tendo em conta o aumento dos desempregados de longa duração".

A CGTP-IN exigiu o reforço dos apoios sociais, "ao invés de cortes e restrições no acesso, recentemente aprovadas pelo Governo PS com o apoio do PSD". O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Portugal caiu 1,6 por cento em Junho, face a Maio, e aumentou 12,7 por cento face ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a informação mensal publicada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de Junho, encontravam- se inscritos nos Centros de Emprego do Continente e das Regiões Autónomas 551.868 desempregados, mais 62.048 indivíduos do que um ano antes.

 

Edição: 3537 Versão Impressa



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