Os investigadores do triplo homicídio de Torres Vedras "não têm elementos concretos" sobre a eventual existência de mais vítimas, mas "não fecham a porta" a essa eventualidade, disse ontem o director nacional da Polícia Judiciária (PJ). "Não temos nenhum elemento concreto que nos aponte nesse sentido.
De qualquer modo, a experiência que temos leva-nos a dizer que não fechamos a porta a qualquer eventualidade", afirmou Almeida Rodrigues, que falava aos jornalistas após visitar a sede da Directoria do Norte da PJ, no Porto. "Estamos a explorar todas as possibilidades no sentido de poderem existir outras vítimas. De qualquer modo e para que haja acalmia, digo que não temos qualquer elemento concreto que nos aponte nesse sentido", acrescentou.
O responsável pela PJ sublinhou o "excelente trabalho" dos seus inspectores neste caso, feito ao longo de quatro meses e "no mais absoluto sigilo", que permitiu reunir prova que consta de dezena e meia de volumes.
Almeida Rodrigues declarou que, apesar de os três corpos ainda não terem sido encontrados, os indícios provatórios "foram suficientemente sólidos para que o juiz de instrução criminal tenha decretado a prisão preventiva do suspeito".