O primeiro-ministro disse ontem esperar que os resultados dos testes de ‘stress' aos bancos nacionais "reforcem a confiança nos mercados financeiros e possam contribuir para assegurar as melhores condições para o financiamento da economia portuguesa".
"Como nós sempre temos dito, o nosso sistema financeiro mostra a sua robustez. A avaliação foi muito exigente e os parâmetros que basearam essa análise foram também combinados a nível europeu. Ela reflecte vários ângulos da solidez bancária relativamente a uma descida eventual de juros, dívida soberana ou incumprimento bancário e os nossos bancos revelaram uma solidez e uma credibilidade que são indiscutíveis nesses testes", afirmou.
José Sócrates, que falava aos jornalistas no final da cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, considerou tratar-se de "uma belíssima notícia para o sistema financeiro e para a economia portuguesa".
O primeiro-ministro considerou que a União Europeia tinha de passar por este teste, porque "grande parte da especulação que houve nos mercados financeiros ao longo destes últimos meses era baseada em má informação, desconhecimento e preconceito".
"Estes testes mostram que não havia nenhuma razão para desconfiar da solidez dos bancos europeus. E julgo que esta decisão que tomámos, de fazer estes testes a todos os bancos europeus, foi uma boa decisão, cujos resultados estão à vista.
Acho que a economia europeia está com um sistema financeiro sólido, credível, que pode oferecer confiança nos mercados financeiros internacionais", acrescentou o primeiro-ministro português.